
A população carcerária de São Paulo é composta na maioria por jovens, solteiros e desempregados. Uma pesquisa do Tribunal de Alçada Criminal (Tacrim) revelou que o jovem entre 19 e 21 anos está envolvido nos crimes contra o patrimônio, respondendo por 63% dos furtos e 69% dos roubos.
O estudo mostrou que 85% dos presos tinham concluído apenas o 1.º grau, 10% o 2.º grau e 70% se declararam desempregados. O índice de reincidência era de 50%. A condenação é maior nos níveis mais baixos de escolaridade: 92% dos analfabetos foram condenados.
Depois, procuro na internet e encontro em reportagem da revista Época:
Se todos os mandados de prisão expedidos pela Justiça fossem cumpridos, o número saltaria para 653 mil vagas. Encarcerar tanta gente custaria sete vezes o valor do Bolsa-Família, ou R$ 65,3 bilhões, tendo por base o custo de cada vaga em uma penitenciária federal, que é de R$ 100 mil. Outros R$ 7 bilhões anuais seriam gastos para manter os presos. Evidentemente, esses recursos não existem. Privatizar as cadeias pode ser uma solução?
Conclusão: A classe dominante nem por sonho pensa em resolver o problema da superlotação dos presídios diminuindo a criminalidade, o analfabetismo e as desigualdades sociais, ou no mínimo usar penas alternativas. Para eles, as saídas variam entre privatizar presídios ou quem sabe redirecionar as verbas da bolsa família. Quem sabe, exportar presidiários, ou implantar a pena de morte.